POSTAIS DO CÉU

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Sábado, 31 / 12 / 11

Todos se despediam...para o paraíso

Todos se começaram a despedir.

Era já final da tarde, o comércio começava a fechar e os lojistas depediam-se à medida que iam saindo e passando nas portas dos colegas.

Com as vozes elevadas a um  tom mais jovial do que é costume lançavam o cumprimento: "Feliz Natal", e ouvia-se a resposta vindo de dentro: "Feliz Natal", e lá iam todos contentes com um sorriso de contentamento.

Um após outro iam fazendo o mesmo. Eu ali, despertei naquela singular situação e observava. Parece que iam de férias, ou de viagem para um lugar qualquer com aquele passo mais vivo e apressado. Parecia que iam embarcar sem se saber quando voltariam. Parecia que aquela seria a noite mais longa que alguma vez se viveria, maior que todas as outras, que não teria fim. Parecia que partiam para um estágio de férias no paraíso, um paraíso que já não existe na Terra, mas que persiste inconsciente na mente de quase todos como um senso comum acerca do Natal.

Para mim pensava, afinal é só uma noite de jantar especial com a família, simples, sincero, humilde e verdadeiro, alheados de tudo o resto, das preocupações, dos afazeres, das tristezas.

Pensava para mim que seria perfeito que todos guardassem no coração a lembrança das palhinhas, sim, das palhinhas que envolveram o menino, aquele menino, o Salvador do Mundo, tão gentil, tão cheio de amor, que veio entre nós. Quisera que desse modo com carinho desejassem: Um Bom Natal, Feliz Natal vizinho.

Nas nossas mentes, sem percebermos, correm lindos Postais do Céu, do Céu de onde viemos a esta Terra para viver.

Devemos tanto áquele Jesus... porque veio do céu...porque nos instrui nas verdades que precisamos... porque por Ele vivemos...Ele é a luz do mundo...a luz que ilumina todos os homens...a vida...

 

publicado por porta-estandarte às 23:47
Sábado, 04 / 09 / 10

De Onde Vêm as ideias...

Hoje fui passear com a família por um grande centro comercial na minha cidade!

 

Como é inevitável que se apaixonem por ir ver vestuário, dei por mim, passeando lentamente procurando artigos notáveis por entre as montras.

 

Enquanto ficavam na Kyds store, vi o vigilante jovem da loja dos perfumes ao lado ajudando a arranjar os expositores e senti a riqueza e diversidade dos seus aromas.

 

A primeira em que me detive, foi na montra da estilista portuguesa ANA SOUSA.

Fiquei fascinado com a sofisticação das peças que as manequins expunham. Não só os tecidos eram chiquérrimos, como a inovação e consistência do design e o cuidado extremo com os pormenores. O forro da jaqueta, mostrado pela dobra arregaçada da manga, criava como que uma pulseira larga entre as mangas e as luvas longas, de tecido fino estampado em padrão pequeno de manchas de jaguar, com as pontas dos dedos livres.

Detive-me demoradamente a descobrir a qualidade da execução da jaqueta, de tecido clássico, com uma profusão de costuras que marcavam um desenho muito cuidado de imensos pormenores, e com uma lapela deslumbrante, em forma de ferradura a cair na cintura, ostentando na orla lisa, o pontilhado largo de nó fino que era o elemento de primeiro destaque, logo à primeira vista.

A combinação era esmerada, entre o cinza antracite de base, o forro de bordeaux velho com rosas pequenas coloridas com harmonias de verde seco e rosas, estampadas, e em meio tom, complementados pela bolsa de mão de pele muito brilhante quais lantejoulas, de uma cor discreta do graná para o rosa velho, em meio tom leitoso, do mesmo modo que os sapatos de tacão alto com o peito cheio até ao limite da sola até ao solo. Ainda voltaria lá outra vez para apreciar a mestria. Na minha mente bailava a idéia de que era uma das boas estilistas portuguesas. Antes nunca me tinha chamado a atenção.

 

Adiante, a montra larga da Berska, com uma estonteante complexidade de peças que compunham os manequins, lembrava-me como deveria ser dispendioso comprar tantas peças para poder sair da loja, combinando de acordo com a sugestão da marca.

Entrei lá, seguindo os meus, e, vi ao fundo da loja, um grupo muito activo de clientes, como os peixinhos num aquário agrupados na hora da refeição, que ávidamente escolhiam peças de dois grupos de cabides, o dos 5 Euros e o dos 1,99Euros. Eram túnicas curtas de malha de cores lisas, quase todas de modelos diferentes que a loja colocou estratégicamente naquele local na esperança de vender até lá ou de lá à saída o outro vestuário.

 

Contrastando com a C&A que tinha visitado antes e a H&M, ambas com muita diversidade, mas refletindo uma certa decadência(multiplicidade de gangas e peças quase vulgares depois de tiradas das luzes dos holofotes intensos), as lojas de marca de estilo ou de autor apresentavam uma riqueza fina, fácil de identificar e até de desejar, não fosse a suspeição de preços sempre mais elevados, do que os que usualmente procuramos.

 

Fui deambular um pouco mais. Á saída, uma loja de esquina com a menção às grandes cidades onde também está implantada: Londres, Paris, Bruxelas, Nova York, e mais duas talvez. A decoração era soberba e pensei se conseguiriam ganhar o suficiente para pagar as elevadas rendas e encargos, pois não cheguei a compreender o que é que vendiam afinal.

 

Logo a seguir, voltei a ver e a rever a BLANCO. Estava na minha mente que era uma loja de boa roupa, sofisticada, mas o nome foi a primeira vez, porque quis saber qual era.

Apreciei aquele ambiente teatral que os tons da decoração com base preto sempre provocam, iluminados por candeeiros de parede que surgem luzentes, ou se adivinham após as reentrâncias das paredes e divisórias. Um pé direito de 7 a 8 metros divide a loja em dois pisos, com o balaustre das escadas em madeira bem envernizada a compor aquele ambiente acolhedor, sóbrio, masculino, feminino, clássico ou casual, depropostas inovadoras. Estava com saldos logo após a entrada e pensei por momentos que saldos numa loja daquelas com peças de 5 euros, só podiam ser dos chineses, mas actualmente é mesmo assim que fazem, só estranhei o facto de aquela loja não estar a chamar com aquela campanha o seu mercado de clientes alvo, parecendo-me até que corria o risco de os afastar, mas deve ser do desespero da crise.

 

Por entre todos os pensamentos e cogitações sobre a riqueza das decorações, da extrema qualidade e requinte de algumas roupas e do universo a que aquilo tudo mais uma vez me transportava, realçava-me a ideia de que seria bom se eu pudesse ter em minha casa um bocadinho de cada pedaço daquele luxo todo, lembrando-me dos designers e arquitectos tão talentosos que criavam aqueles ambientes de encantar.

 

Enquanto pensava sobre estas coisas veio à minha mente, como que uma revelação adicional, a seguinte instrução:

 

"As melhores ideias, todas vêm do céu, num contínuo fluxo que dão cor e vida a este mundo."

 

Após ponderar um pouco sobre este pensamento que se formava cada vez mais completo e nítido, busquei rápidamente um papel para o escrever da maneira mais simples, pois após compreender este príncipio logo em catadupa começou a correr o entendimento subsequente do alcance desta afirmação em toda as facetas do engenho humano que me iam surgindo, mesmo do expoente blackberry dos aparelhos de computação e comunicação móvel, que a tantos abrilhanta os dias e as mentes e os relacionamentos. etc., e o que nos dispusermos mais a reformular. Vem-me agora à mente a engenharia de pontes, ou outra qualquer.

Adaptar o mundo a esta perspectiva é meio caminho para concluir que embora distraídos, vivemos num pleno milagre e numa determinada glória, espelho limitado de uma outra muitíssimo maior a que não podemos aceder completamente nem por enquanto entender.

 

Quantas vezes me questiono como será o céu, ou seja o paraíso!... E naquele momento, no meu íntimo, fiquei a saber, que se aqui é tão belo apreciar a excelência, ainda que no desempenho das imperfeições dos homens, no céu deve ser muito, mas muito mais belo, surgerindo-me a ideia de que me estou aludindo a um estado pleno de perfeição, gerido pelos mesmos princípios nobres que somos convidados a experimentar desenvolver aqui.

 

Compreendi que Deus preparou uma forma de recebermos o benefício das ideias boas que pessoas especializadas e experientes materializam, preenchendo-nos a vida com experiências de gozo, de alegria, diversidade, encanto, e nos fazem sorrir e desejar coisas bem próximas da felicidade.

 

Compreenderemos agora com facilidade que estas ideias estão ao nosso alcance no dia a dia nas nossas responsabilidades, na edificação das nossas famílias, dos nossos filhos, como pais, amigos etc..

 

Excepto que, para um mundo perfeito, precisamos de nos sentir livres e capazes de expulsar a maldade de nosso meio, de nós próprios, da nossa mente, das nossas mãos dos nossos olhares, das nossas palavras , da nossa boca, do nosso coração, de regular e dominar as nossas paixões, de resistir às angústias de se viver em tempos tão difíceis, e com os olhos fitos em algo muito maior aceitar a paz, ... e não terá fim o descobrir da necessidade urgente de reformatar o nosso eu, subjugando-o a um conhecimento prático muito maior do que nós próprios poderíamos supor.

 

Gosto da ideia de pessoas aperfeiçoadas. Cruzo-me com elas todos os dias. Mostram-me que é possível sobreviver nesta vida mantendo a dignidade e vivendo bons princípios. Mas só isso não basta, pois existem possibilidades mais excelentes se continuamente buscarmos o que é bom e estivermos intimamente atentos às lições gratuita e dócilmente dispensadas dos céus.

 

Posso compreender por isto, que, mais uma vez descobri, que Ele não nos deixou sós, enquanto vivemos aqui.

 

Vejam se estas coisas não são como maravilhosos POSTAIS DO CÉU?

 

Sinto-me como um guardador de pepitas mais valiosas que o ouro. Não como um garimpeiro, porque não tenho que escavar. Somente estar atento.

Imensas pepitas pejam os nossos caminhos, não importando por onde caminhamos. São como diamantes de contas cintilando como sorrisos à espera que reparemos nelas,... e as guardemos,   no coração.

 

 

bento

publicado por porta-estandarte às 22:04
Segunda-feira, 23 / 08 / 10

O Mais Bonito!

 

Num dos lugares onde vou, estão a finalizar um grande e importante equipamento de saúde pública, digno de relevo.

 

Já sei que foi construído com tudo o que há de melhor e mais actual. Dado o uso a que se destina, parece um edifício simples e discreto e até pouco atractivo, com revestimento de tons claros e neutros.

 

Em volta, em meio ao aparcamento, pequenas extensões de filas de terra, coberta com casca de árvore, como canteiros, pude ver a apreciar as plantas e árvores que escolheram. Tudo com rega automática e algumas manchas de erva nova verdinha, tudo a condizer, tudo simples e agradável.

 

Percorrendo a margem lateral da propriedade, a mesma ordem, plantas em fileiras, desta espécie e logo a seguir outras fiadas de outra espécie e jovens árvores que de nenhuma sei o nome, mas até gostaria de saber e de as compreender, assim como aos arbustros. Mas, lá, aonde muito pouca gente irá, encontrei algo que nunca tinha visto antes. Parecia como que um remate lá nos confins do jardim, como se tivesse expirado tanto jardim minuciosamente ordenado. Ali numa razoável extensão da propriedade estava algo lindo de morrer. Tocava o coração só de olhar. Não conseguia parar de apreciar e até me apetecia morar ou ficar envolvido num lugar assim, sem tempo, prolongando aquela alegria interior discreta e diria até, desconhecida, que me fazia sorrir naturalmente estarrecido.

Ao comentar o que vi alguém me disse: são flores da pradaria!

 

E eu pensei: pois, está certo, se estendesse aquele pequeno pedaço de terra pela extensão de uma pradaria, compreendo que estaria no paraíso, mas mesmo assim eu nunca tinha visto tal profusão e diversidade de flores em nenhuma pradaria, nem em nenhum dos filmes que tivesse visto.

 

Para mim era a minha primeira vez. Era uma profusão esparsada de flores de todos os tamanhos, de todas as cores, muitas pareciam dálias mas não o eram, eram de outra espécie, de nenhuma eu sabia o nome, eu diria que nunca as tinha visto antes, todas brotando de modo desordenado, umas entre as outras, numa terra sequíssima, como é próprio dos dias tão quentes e secos que se têm sentido, porque era assim que devia ser. Passeei pelo meio delas por entre os pequenos espaços onde podia colocar os pés. Mesmo algumas da mesma espécie mas com cores diferentes, muito bonitas, me deixavam admirado e comtemplativo.

 

Pensei logo na minha querida pequenina. Como seria bom se a pudesse levar a ter aquela experiência que eu estava a ter....levando-a aquele local... Ainda não desisti, mas, um dia decidi, embora com alguma relutância, que iria cortar umas poucas e levar-lhas.

 

Procurei os caules que tinham uma flor madura e uma nova e deixava a nova. Escolhi demoradamente quais as cinco eleitas e cortei-as uma a uma, com o caule mais longo que pude, para que pudessem sobreviver melhor numa jarra lá em casa. Era como levar um pedacinho daquela alegria comigo lá para casa e fazê-la irradiar não só no momento da surpresa mas depois, colocando-as num lugar bem visível.

 

Quando cheguei a casa todos se admiraram, porque também não conheciam aquelas flores, (não são como as que se comercializam apesar de parecerem bem robustas e resistentes), e as cores, as suas estruturas eram soberbas.

 

Contei-lhes que descobri que Deus também pensou na felicidade das joaninhas e de outros pequenos insectos. disse-lhes que após ter cortado aquelas flores, aquelas que tinham um intenso conjunto de pétalas como se fossem um pom-pom multicolorido, depois de as manusear, reparei que começaram a sair um pequeno insecto e duas joaninhas pequeninas, como que incomodados, pois abrigavam-se ali do intenso calor e também da noite, porque era de manhã bem cedo.

Como seriam felizes a morarem e abrigarem-se naquele lugar tão cheirosinho e tão alegre e colorido, bem ventilado e à sombra. E pensei para mim: O Pai do Céu até das joaninhas deseja a felicidade.

Após a surpresa, a imaginação da minha pequenina pode mostrar como era feliz para ela aquele acontecimento.

 

Ontem conheci o autor daquele projecto de jardinagem, e só depois me disse que era arquitecto paisagístico.

Eu perguntei-lhe: sabe qual o jardim que encontrei mais bonito? Ele pensava que era aquele em que estávamos a falar. Disse-lhe: è aquele que é menos cuidado, é o jardim das flores da pradaria. Com surpresa, refez o seu sorriso largo e com um brilho intenso no olhar falou que tinha decidido assim por também gostar muito.

 

Ele não as tinha feito, somente as tinha mandado semear, como parte das boas decisões que ali tinha tomado.

 

Digam lá se não é mais um Postal do Céu diante dos nossos olhos, aqui, na Terra.

 

Aquele jardim era O Mais Bonito!

publicado por porta-estandarte às 20:23

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