Todos se começaram a despedir.

Era já final da tarde, o comércio começava a fechar e os lojistas depediam-se à medida que iam saindo e passando nas portas dos colegas.

Com as vozes elevadas a um  tom mais jovial do que é costume lançavam o cumprimento: "Feliz Natal", e ouvia-se a resposta vindo de dentro: "Feliz Natal", e lá iam todos contentes com um sorriso de contentamento.

Um após outro iam fazendo o mesmo. Eu ali, despertei naquela singular situação e observava. Parece que iam de férias, ou de viagem para um lugar qualquer com aquele passo mais vivo e apressado. Parecia que iam embarcar sem se saber quando voltariam. Parecia que aquela seria a noite mais longa que alguma vez se viveria, maior que todas as outras, que não teria fim. Parecia que partiam para um estágio de férias no paraíso, um paraíso que já não existe na Terra, mas que persiste inconsciente na mente de quase todos como um senso comum acerca do Natal.

Para mim pensava, afinal é só uma noite de jantar especial com a família, simples, sincero, humilde e verdadeiro, alheados de tudo o resto, das preocupações, dos afazeres, das tristezas.

Pensava para mim que seria perfeito que todos guardassem no coração a lembrança das palhinhas, sim, das palhinhas que envolveram o menino, aquele menino, o Salvador do Mundo, tão gentil, tão cheio de amor, que veio entre nós. Quisera que desse modo com carinho desejassem: Um Bom Natal, Feliz Natal vizinho.

Nas nossas mentes, sem percebermos, correm lindos Postais do Céu, do Céu de onde viemos a esta Terra para viver.

Devemos tanto áquele Jesus... porque veio do céu...porque nos instrui nas verdades que precisamos... porque por Ele vivemos...Ele é a luz do mundo...a luz que ilumina todos os homens...a vida...

 

publicado por porta-estandarte às 23:47