Recentemente tive a oportunidade de viajar para o Canadá e pude apreciar a experiência

de viajar ininterruptamente durante sete horas e meia, pelos céus, acima das nuvens,

muito acima, tão acima que olhando pela escotilha para o céu podia ver a sua escuridão próxima.

 

Dizia o comandante:

 

Altitude de Cruzeiro: 10.600m   Velocidade Cruzeiro: 840 - 1040Km/h

 

Quando veio a noite, junto à escotilha, decidi olhar para cima e não para baixo.

 

Foi então que pude apreciar, olhando para cima, tantas estrelas como eu nunca tinha suposto.

 

Cachos de estrelas de diferentes tamanhos e distâncias, cintilantes como diamantes de várias cores,

e ainda aquelas que só conseguia ver a sua presença pela visão periférica dos meus olhos.

 

Que riqueza impressionante se apresentava diante de mim, tal pirata do espaço encontrando um tesouro inestimável

de algum ourives muito rico ou mercador de diamantes luzentes como luzes de um extraordinário candelabro suspenso

do meio da abóbada celeste para iluminar os homens na terra e ajudá-los a compreender e a lembrar a majestade,

poder e riqueza e domínio deslumbrante do grande Criador, justificando os sacrifícios pelas promessas quase incompreensíveis,

que não é possível a uma mente mortal compreender completamente neste estado limitado das glórias em que lhe foi designado viver, e da qual Platão pareceu querer chamar de caverna.

 

Nunca havia visto nada tão extraordinário e belo, nem tido um contacto tão directo e inesperado com tal realidade, já quase fora da atmosfera terrestre, e que da terra não se pode ver.

 

Que diversidade, que imensidão.

 

Que gratidão tão grande por poder compreender um pouco melhor a Deus!

publicado por porta-estandarte às 04:35